sexta-feira, 8 de abril de 2011


Ela se corta.

Esse é o seu segredo. E ela nunca contou a ninguém.


Esse é o seu estranho paradoxo. É a forma de aliviar toda aquela dor que existe dentro dela.

Mas, ela tem que admitir, aquilo lhe proporciona certo fascínio mórbido.

A lâmina brilhante contrastando com a sua pele. Aquele pequeno momento prazeroso de dor. O sangue vermelho-vivo, quente, escorrendo e formando grandes gotas no chão. Os desenhos que elas formam são tão bonitos...

Infelizmente, é isso.

É um dos caminhos para quem acha que não vale nem o ar que respira.

O outro caminho, bem...

Essa história não tem um final feliz.


Apenas a verdade, a tristeza e aquela pequena quantidade de beleza que existe em todas as coisas.

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