terça-feira, 5 de abril de 2011

Todos têm seus ídolos, certo? Sejam lá quais forem eles. Quando tinha mais ou menos 8 anos, Harry Potter estava atingido seu ápice como best-seller e eu, como grande parte das crianças, tinha entrado nessa comoção geral. Meu sonho era ser como um dos personagens do livro, mas logo fui desiludida por coleguinhas cruéis e vi que isso não seria possível.

Decidi então escrever como a J.K. Rowling. Mas não se espera que uma criança de 9 anos tenha paciência para ficar sentada durante tempo suficiente para escrever um livro. Logo, minhas ambições literárias desapareceram por um tempo.

Claro que nunca deixei de ler. Esse era, e continua sendo, um dos meus maiores prazeres no mundo.

Agora, mais velha e tendo passado alguns anos lendo livros mais “sérios”, tenho novos ídolos que me fizeram ver o mundo da literatura de maneira diferente e me inspiram como provável escritora: Charles Bukowski e Edgar Allan Poe, meus dois autores favoritos.

Não preciso dizer que chegar algum dia a escrever como os dois me faria a mais feliz das mortais. E também não preciso dizer que eles desaprovariam essa ultima sentença por ela ser clichê ao extremo.

Mas é exatamente isso que eu mais admiro nos dois. Ambos desafiaram o comum e acabaram por fazer uma literatura completamente original e diferente do que estava sendo produzido em suas respectivas épocas. Poe com seu terror sobrenatural e Bukowski escrevendo a sua própria verdade crua e marginal, feita para chocar as pessoas.

Entende porque eles são tão incriveis? Ambos disseram um "foda-se" para o resto do mundo e decidiram escrever o que eles consideravam como sendo bom. Foram excluidos, derrotados e muitas vezez considerados como lixo literário. Infelizmente, só foram considerados bons depois de mortos. Ok, Bukowski um pouco antes de sua morte, mas ele teve a sorte que Poe não teve de viver em uma época em que a literatura era mais valorizada.



Aparentemente, os ingredientes para ser um bom escritor são: talento, esforço e principalmente, coragem. E para Poe e Bukowski, muita bebida alcoólica também ajuda.
 
Prefiro escrever sóbria, mas quero muito ser como eles.

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